quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Vinho: o grande anfitrião


Petrópolis recebe entre os dias 17 e 27 deste mês o Serra Wine Week, que garante preços promocionais e rótulos irresistíveis

Já tem data marcada, e falta pouco, para a 7ª edição do maior evento de vinhos do Estado: o Serra Wine Week, que acontece entre os dias 17 e 27 de setembro em Petrópolis. Neste período é ele – o vinho, o grande anfitrião da cidade. E o melhor, todos os rótulos participantes serão vendidos a preços abaixo do catálogo direto para o cliente final.
Durante 10 dias, os 18 restaurantes participantes, vão estar de portas abertas para receber os amantes desta bebida, que encanta pessoas nos quatro cantos do mundo, proporcionando um saborosíssimo passeio pela América do Sul e Europa, com rótulos de países como Brasil, Chile, Argentina, França e Portugal.
Os vinhos da Zahil, importadora oficial deste Serra Wine Week, foram cuidadosamente selecionados pelos experientes sommeliers Bruno Hahn, Marcos Tonelli, Gaspar Vianna e Antônio Costa.
“Escolhemos vinhos que harmonizam com a culinária dos restaurantes participantes. Espumante, branco e rosé para as casas com culinária à base de frutos do mar. Tintos leves para culinária com temperos mais leves e tintos encorpados para os que têm uma culinária com temperos mais fortes. Quanto a importadora, vale ressaltar, que a Zahil tem mais de 10 anos de atuação no mercado e traz vinhos de grandes produtores mundiais, oferecendo qualidade e preço”, comenta Bruno Hahn.
Entre os rótulos participantes estão: Adolfo Lona Brut Branco – Charmat (Brasil), MJ Janeil Rosé – Rosé (França), Callia Alta Chardonnay – Branco (Argentina), Signos Malbec – Tinto (Argentina), Calia Alta Shiraz – Tinto (Argentina), Sanama Carménerè – Tinto (Chile), Esteva – Tinto (Portugal), Château de Mauves Graves – Tinto (França), Rutini Cabernet/Malbec – Tinto (Argentina) e Les Granges des Domaines Rothschild – Tinto (França). O preços variam de R$ 38 a R$ 200, com opções para todos os bolsos e paladares.
“Gostaria de chamar a atenção para o Chatêau de Mauves, um Bordeaux de Graves 2010, macio, de bom corpo e com um fim de boca longo e persistente. Na minha opinião um dos melhores vinhos do evento”, diz o sommelier.
Entre os participantes estão estabelecimentos do Centro Histórico, como Adega e Restaurante Massa Luigi, Churrascaria Majórica, Di Farina Pizzeria e Hotel Solar do Império. Já em Itaipava e arredores o festival está presente no Antonieta Restaurante, Barão Bistrô, Bomtempo Resort, Chateaux des Montagnes, Churrascaria Mayorca, Faustino Bar e Deli, Interlúdio Pizzaria, Maffagio Restaurante, Parrô do Valentim e Villa Itaipava. Mas não para por aí. No Vale do Cuiabá quem marca presença é o 2 Vales Restaurante; em Araras tem a Fazenda das Videiras; na Fazenda Inglesa o Hotel Pedra Bonita; e em Pedro do Rio a Pousada Paraíso. O que não faltam são opções para desfrutar de um bom vinho e boa companhia no excelente clima ameno da Cidade Imperial.
Além dos vinhos vale a pena conhecer e prestigiar famosa gastronomia petropolitana.
“O diferencial desta edição é que cada restaurante tem a liberdade de realizar as promoções de marketing de sua escolha, respeitando o preço de catálogo durante os dias de evento”, conclui Bruno.

Saiba um pouco mais sobre o Serra Wine Week
O Serra Wine Week surgiu em 2009 por meio de uma iniciativa do empresário Rogério Elmor, do Bomtempo Resort, em Itaipava. O evento foi inspirado nos circuitos gastronômicos internacionais, com o objetivo de unir duas forças importantes da Região Serrana: turismo e gastronomia.
Consolidado, o festival já entrou para o calendário anual de Petrópolis, movimentando os restaurantes participantes com uma deliciosa e intensa maratona de vinhos, aliada a todo o sabor e requinte da cidade. Durante dez dias os visitantes e moradores da Serra podem apreciar ótimos vinhos a preços promocionais, abaixo do preço de catálogo.
Mais informações podem ser obtidas no site Para mais informações sobre o evento acesse: www.serrawineweek.com.br



Food Trucks: A nova onda da cidade



Comer bem, sem demora e por um preço acessível pode ser um desafio, mas que está sendo superado por um novo tipo de fast-food que virou moda em todo o mundo vem conquistando espaço no mercado e no gosto brasileiro: o food-truck. Nos dias 12 e 13 de setembro o Solar de Portugal, em Petrópolis-RJ, receberá o Food Truck Imperial, onde verdadeiros "restaurantes móveis" vão surpreender petropolitanos e turistas com sua culinária itinerante, no sábado, de 12h às 22h, e no domingo, de 11h às 21h, com entrada franca.
O encontro foi escolhido para o lançamento do Food Truck Colossus Hamburgueria, que promete apresentar sanduíches nunca vistos na cidade. E para agradar a todos os paladares, também estarão presentes os deliciosos pratos da Annunciata Massas, Sushi Imperial, Dona Sebastiana Food Truck e Dukese Wine House, com serviços de bebidas e atendimento "Bask Gourmet". Uma variedade de estilos e temperos para deixar qualquer um com água na boca.
Próximo a um dos principais pontos turísticos da cidade, o Hotel Quitandinha, o Food Truck Imperial espera receber não só os petropolitanos, mas também turistas que têm frequentado a região pelas atrações musicais oferecidas pelo Sesc no gramado do Hotel, aos fins de semana. Em parceria com a cervejaria Bohemia, a boate Savana e o Solar de Portugal, a Dois Entretenimento se preocupou em realizar um evento para toda a família. Além dos food-trucks, atrações musicais, stands de cervejas artesanais, moda masculina e feminina, com bolsas, sapatos, acessórios e semi jóias  e espaço kids vão completar este fim de semana gastronômico. 

Serviço:
Food Truck Imperial
Local: Solar de Portugal - R. Gen. Rondon, 715 - Quitandinha, Petrópolis - RJ
Horário: 12/09: 12h às 22h e 13/09: 11h às 21h

Entrada franca 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Oficinas de Gastronomia Italiana no Serra Serata


As oficinas organizadas pelo SENAC, em parceria com a Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis, fazem parte da programação do Serra Serata 2015, e serão realizadas inteiramente gratuitas para o público. Confira a programação!

04/09 – sexta-feira, 14h: Workshop Itália: Sobremesas clássicas italianas – chef Riciê Anjos

05/09 – sábado, 10h: Workshop Itália: Foccacia – chef Pedro Pernambuco

11/09 – sexta-feira, 14h: Workshop Itália: Massas Frescas – chef Susie Tatai

Unidade SENAC Petrópolis (Rua Alfredo Pachá, 26 – Centro Histórico)
Inscrições gratuitas até uma hora antes do evento, na secretaria da unidade.


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

É setembro, viva a Itália!

Cristina Pellegrini e os filhos com Antônio Lo Presti e a esposa Márcia:
 a gastronomia faz amigos (Divulgação)   
É em clima de Serra Serata – a Festa de Itália - que o mês exalta a gastronomia e leva a milhares de turistas, visitantes e petropolitanos as tradicionais pastas, massas e pizzas, entre outros quitutes dos nossos queridos colonos “carcamanos” – com as devidas licenças poéticas!
Vá bene! Em se tratando dos pratos, não tem como falarmos de Itália sem pensar na redonda mais pedida do Brasil. E se o assunto é pizza, então vamos diretamente para a Avenida Ipiranga, na Pizzerie Di Farina. O chef Antonio Lo Presti tem se dedicado à arte do bem receber há pelo menos quatro anos, quando abriu seu estabelecimento.
Cada prato servido é um presente ao paladar do cliente, mas o bom atendimento e o clima aconchegante são alguns dos segredos quem mantém os clientes fidelizados à casa.
“Hoje as pessoas buscam entretenimento e nós vendemos entretenimento. Ou seja, um ambiente agradável, com bom atendimento, onde as pessoas compartilham bons momentos, risadas e conversas. A pizza passa a ser um complemento”, afirma Lo Presti.
Com sabores para todos os gostos, as mais de 30 pizzas do cardápio não deixam de atender ninguém, nem mesmo os veganos, que por muitas vezes ficam de mãos atadas na hora de planejar um bom jantar. Além disso, o grande destaque do menu é a “verace”, que garante que o cliente deguste a pizza dentro do padrão de qualidade exigido pela Associazione Verace Pizza Napoletana, onde Lo Presti fez aulas para trazer o produto à Di Farina.
Ou seja, independente do recheio, a verace significa que você está comendo exatamente a mesma pizza vendida em Nápoles. Isto é, engloba o modo de preparo, o tamanho do disco, tamanho e altura da borda, coloração, o tempo de descanso, entre outros. No final das contas, depois de comer uma verace, o petropolitano entende perfeitamente o que é uma pizza de verdade.
E falando em paladar italiano... É voltando para o antigo endereço da Di Farina, na Rua 13 de Maio, que encontramos o Restaurante Pellegrini. Inaugurada há pouco mais de 4 meses, a casa dos irmãos Antônio e Augusto – filhos da chef Cristina Pellegrini e netos de seu Vitu Luigi – tem agradado o público em geral.
Com um cardápio que abrange de massas típicas a petiscos e hambúrguer artesanal, passando por saladas, caldos e sobremesas, o restaurante garante uma experiência de sabores, ainda mais quando se trata da variedade de gnocchi.
Pra quem gosta do prato, fica difícil escolher se o pedido vai ser o tradicional feito com batata ou optar por uma deliciosa experiência da massa preparada com espinafre, batata baroa ou até mesmo o gnocchi de aipim.
No coração de Petrópolis, a Casa Pellegrini está cercada pelos principais pontos turísticos. Quase na esquina da Catedral São Pedro de Alcântara, o restaurante ainda está perto do Palácio de Cristal, da Casa Barão de Mauá, Praça da Liberdade e é rota certeira de um belo dia de passeio ou também para uma breve pausa de almoço do dia-a-dia. Mas como peculiaridade é o que não falta na Cidade Imperial, vamos a uma curiosidade sobre o que as duas famílias têm em comum. Além da já citada parte, em que o restaurante Pellegrini funciona no primeiro endereço da Di Farina, Seu André Lo Presti (Pai de Antônio) e Vitu Luigi eram vizinhos no mesmo prédio – hoje o Edifício Pellegrini. Sim, eles cozinhavam muito bem e chegaram a fazer isso juntos, em momentos de lazer.
Partindo então do pressuposto de que a culinária italiana é passada de geração a geração nestas duas famílias, a conclusão é de que ambas as casas são destinos certos de boas experiências gastronômicas, onde de fato pode ser exaltado o “Buon Appetito”.


Os doces italianos: ‘cosa nostra’

Não é só de massa que vive a Itália. A cozinha italiana é extremamente rica, com várias receitas e pratos deliciosos, mas quando chegamos à sobremesa é um capítulo à parte. Diversos tipos de doces se apresentam ao longo do país seguindo as tradições regionais e outros estão fortemente ligados a datas especiais ou festividades. Alguns doces, como o tiramisù e a panna cotta, ultrapassaram as barreiras da Itália e ficaram famosos no mundo inteiro. Já outras sobremesas como cantucci e panforte são encontradas somente em determinadas regiões do país. E como nesta edição homenageamos a Itália, selecionamos algumas dessas delícias que você pode encontrar aqui mesmo, na Cidade Imperial, produzidas com carinho por quem entende bem do assunto. Escolha a sua!

Tiramusù
O tiramisù é o doce italiano mais famoso e também mais conhecido e apreciado mundialmente. Tendo como principal ingrediente o creme de mascarpone, foi inventado na região da Toscana, e leva vinho marsala, biscoito de champagne molhado no café, cacau em pó ou chocolate em barra, tudo disposto em camadas. Na Trattoria S’a Carola, o doce é a atração dos fins de semana. “Nosso mascarpone é fabricado aqui mesmo”, orgulha-se o chef Marcelo Pieri. Tel.: (24) 2237-9562

Panna Cotta
A panna cotta é uma das sobremesas mais leves da confeitaria. Originária do Piemonte, região ao norte da Itália, tem como base nata e açúcar e geralmente é consumida com compotas de frutas. Sua textura é muito leve. A chef Silvia Vogel, da Pâtisserie de la Sisi, produz esse e outros doces, como a Polenta com calda de amêndoas, por encomenda. Tel.: (24) 988279520.
 
Panforte de Siena
O panforte nasceu em Siena, na Itália, por volta de 1200. É um doce feito com amêndoas, mel, frutas e especiarias. Algumas receitas incluem até chocolate. Segundo a tradição, a dica é oferecer esta iguaria como sobremesa da Ceia de Natal. Descendentes de italianos, chef Cristina Pellegrini é conhecida por elaborar o doce para uma fiel clientela através de encomenda. Tel.: (24) 22423131 / 988092210.








Pão Amigo chega à Petrópolis


Com objetivo de captar recursos, empresa fornecedora de ingredientes para panificadoras e confeitarias lança mistura e reverte parte do valor das vendas para a AACD

Imagine um pão onde o principal ingrediente é a solidariedade. Sim, ele existe e foi lançado recentemente pela Emulzint, fornecedora de ingredientes para panificação e confeitaria, em parceria com a AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente. A pré-mistura Zeelandia Pão Amigo, para produção de pãozinho de leite saudável, terá parte das vendas revertida em doações para a instituição e já está sendo comercializado em todo o Brasil.
Trata-se de um pão de leite macio e fonte de cálcio e minerais essenciais à formação dos ossos e dentes na infância, que tem baixo teor de gorduras totais e é zero gorduras trans. A perspectiva é que o produto, por seu alto teor nutritivo, agrade pais e responsáveis pela preparação de lanchinhos mais saudáveis para as crianças, e também a adultos. 
A mistura do Pão Amigo tem embalagem personalizada com o selo da AACD, além dos bonecos símbolos do Teleton: Tonzinho e Nina.

Lançamento
Para marcar o lançamento do novo produto, a Emulzint realizou em agosto, em São Paulo, um evento especial para clientes reunindo cerca de 150 pessoas. Na ação, panificadores de todo o País puderam assistir à apresentação do novo produto, degustar o Pão Amigo, além de realizar uma visita guiada na sede da AACD, no bairro do Ibirapuera. A instituição tem hoje cerca de 2.300 colaboradores, 1.700 voluntários, 15 centros de reabilitação, distribuídos em sete estados, seis oficinas ortopédicas e um hospital. De Petrópolis, a Padaria e Confeitaria Sul América foi uma das padarias escolhidas no Estado do Rio para implementar esse projeto e já está comercializando o pãozinho.
“Nós, da Padaria Sul América, sabendo da Responsabilidade Social  do nosso negócio, vamos  empreender todos os esforços para que a produção do Pão Amigo atinja a sua finalidade, qual seja, ajudar de forma participativa (Fornecedor - Padaria - Cliente) a uma Entidade séria e que busca a Inclusão Social, ao minimizar a dor de muitas crianças e adultos também, na sua reabilitação. Parabéns à AACD e à Emulzint pela iniciativa pioneira! Estamos orgulhosos de poder fazer parte desse projeto! Juntos somos mais!”, enfatiza João Possidente.

Marketing social
Segundo a empresa, o montante previsto no acordo é de R$ 0,25 a cada quilo de produto comercializado, que será repassado pela Emulzint diretamente à AACD, e que será supervisionado por uma auditoria externa.
De acordo com a Emulzint, a pré-mistura Pão Amigo é oferecida ao mercado por um preço bastante competitivo, para fomentar vendas em maior volume, contribuindo ainda para a rentabilidade das padarias que o produzirão e comercializarão. O produto é apresentado às padarias em caixas com 10 kg, acompanhadas de 40 sacos plásticos e bula. A mistura tem validade de 4 meses e, depois de pronto, o pão tem validade de 10 dias. Para cada caixa de 10 kg, o rendimento estimado é de 525 pãezinhos de 22 g.

Sobre a AACD
A AACD, que completou 65 anos neste ano, é uma instituição filantrópica e sem fins lucrativos – presidida por Regina Helena Scripilliti Veloso- que tem como crença o estabelecimento de uma sociedade que convive com as diferenças porque reconhece em cada indivíduo sua capacidade de evoluir e contribuir para um mundo mais humano. 

Toscana ou Piemonte? Nebbiolo ou Sangiovese?

PAPO DE ADEGA
Vamos conhecer um pouco mais dos afamados Barolos e Brunellos?
por Flávia Medeiros*


  
Barolo, um vinho que é produzido no noroeste da Itália, na Província de Cuneo.

Os franceses têm Borgonha e sua elegante Pinot Noir e Bordeaux, tem a potência do Cabernet.  Os italianos, Piemonte com a sutil Nebbiolo e Toscana com a força da Sangiovese.
Na parte vitivinícola desse confronto, Itália e França se alternam como os maiores produtores de vinho do planeta em quantidade de litros. Se na França, há uma dicotomia entre os vinhos de Borgonha e Bordeaux, na Itália não é diferente. As duas regiões mais famosas, Piemonte e Toscana, também disputam o gosto do consumidor.
Barolo e Brunello de Montalcino são os grandes destaques nessa disputa. O Barolo é um vinho produzido nas cercanias da cidade de mesmo nome no Piemonte, com a uva Nebbiolo, e o Brunello di Montalcino, na Toscana nas proximidades da cidade de Montalcino, com a casta Sangiovese - que nessa região carrega o nome de Sangiovese Grosso.
A região do Piemonte produz outras joias além dos desejados Barolos. Nessa região, esse vinho tem um "irmão" quase do mesmo nível. Trata-se do Barbaresco que, como o Barolo, também é produzido obrigatoriamente pelas normas da Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG) a partir de 100% Nebbiolo.
Pouco mais de 20 quilômetros separam as comunas de Barolo e Barbaresco, que produzem vinhos semelhantes. Talvez a diferença mais "conhecida" entre Barolo e Barbaresco é que, na maioria das vezes, o Barbaresco é mais fácil de ser apreciado quando jovem. Porém, essa regra não é válida dependendo do produtor.
Além desses dois grandíssimos tintos, o Piemonte tem outros tantos vinhos especiais, como os extraordinários Barbera, que reinam nas comunas de Asti e também em Alba, além dos famosos brancos doces à base da Moscato.
A Toscana tem tradição milenar na produção de vinhos e também tem muitas estrelas além dos Brunello di Montalcino. Ainda de Montalcino há outro tinto denominado Rosso di Montalcino, que pode ser considerado um "minibrunello".
Sem dúvida, os Brunello são os vinhos mais disputados da Toscana, mas nem sempre foi assim. Durante muitos anos, os tintos de Chianti eram mais conhecidos pelos enófilos, que os consideravam vinhos ralos e até ordinários. Atualmente, no entanto, existem vinhos Chianti de grande estirpe.
Mais recentemente na Toscana aconteceu um fenômeno "inventado" pelos americanos: os "Super Tuscans" ou Supertoscanos. Esses vinhos viraram uma febre de vendas, principalmente nos Estados Unidos, e nasceram porque muitos produtores da região decidiram produzir vinhos com castas não permitidas pelas legislações da DOC e DOCG - mais notadamente com variedades francesas originárias de Bordeaux como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. O resumo do conceito de Supertoscano é que podem existir tanto grandes vinhos com castas francesas, mas também vinhos que são produzidos a partir de 100% sangiovese.


Nebbiolo e Sangiovese
A Nebbiolo é conhecida pela delicadeza de um vinho com muita estrutura, taninos extremamente marcantes e muita personalidade. Enquanto isso, com a Sangiovese, encontramos desde vinhos ralos e sem expressão até verdadeiras "massas musculares" como alguns varietais puros e Brunellos de estirpe. A Sangiovese é mesmo muito versátil e, diferentemente da Nebbiolo, vai muito bem em blends.


Barolo e Barbaresco
No Piemonte, mais especificamente nos arredores de duas pequenas cidades, Barolo e Barbaresco, tem-se um dos mais expressivos números de vinhos elaborados em vinhedos únicos (Single Vineyard) do mundo. Ao vermos o mapa dessa pequena região vitivinícola, notamos a enorme diversidade de vinhos produzidos com uma única uva, a Nebbiolo (o mesmo fenômeno ocorre na Borgonha, com a Pinot Noir).
Barolo, local dos vinhos mais ricos e profundos produzidos na Itália - conhecidos como "Vinho dos reis e Rei dos vinhos", é dividido em cinco grandes áreas: Barolo, Castiglione Falleto, Monforte d'Alba, La Morra e Serralunga d'Alba.
Já Barbaresco têm como destaque os sublimes vinhedos únicos de Rabajá, Asili e Il Bricco. Coincidentemente são esses Single Vineyards, de Barolo e Barbaresco, ao lado dos grandes vinhos da Borgonha, os mais elegantes, complexos e diferenciados tintos do planeta.
Além do Barolo, a DOCG de Barolo possui o Barolo Riserva. Esses vinhos estagiam por um período mínimo de três anos, dos quais pelo menos dois em barris de carvalho.

Brunello di Montalcino
Qualquer enófilo sonha  em degustar um Brunello di Montalcino. O Brunello, como "marca", é recente, tem pouco mais de cem anos. Mas, nesse período, tornou-se o vinho italiano de maior glamour e luxo, suplantando qualquer outro. Esse ícone da vitivinicultura mundial é produzido em um pequeno espaço de terra ao sul de Siena a partir da uva Sangiovese Grosso in purezza (a DOCG não permite que nenhuma outra casta entre na composição do Brunello). Essa variedade de maturação tardia é colhida em meados de outubro, produzindo um vinho escuro, já que é fermentado lentamente e por muito tempo em contato com as cascas da uva, para extrair o máximo de cor e sabor. Depois, é envelhecido em botes de carvalho.
Brunello costuma ser um símbolo de poder e riqueza, e no Brasil, mesmo os mais baratos, estão acima dos seus  R$ 100,00.  E como ele é um vinho quase sempre muito caro, é preciso atenção para comprar uma garrafa, pois existem inúmeros Brunello sofríveis e de baixa qualidade. A dica é prestar atenção ao nome do produtor.
As normas da DOCG de Brunello di Montalcino exigem que o vinho estagie por um período de envelhecimento de pelo menos dois anos em barris de carvalho (qualquer dimensão) e pelo menos quatro meses em garrafa. Não pode ser colocado para consumo antes de 1o de janeiro do ano posterior ao estágio de cinco anos calculados considerando a data da safra.
Agora, é só eleger seu favorito e tirar suas próprias conclusões! Salute!

(*) Consultora em vinhos e com especialização na área. No Brasil é uma das poucas profissionais que conta com a certificação Wine & Spirit Education Trust – Level 2. Contato: chateaumedeiros@hotmail.com